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O Robalo é sem dúvida nenhuma um dos peixes mais esportivos para se pescar
na modalidade de iscas artificiais, porém, sua pesca é extremamente técnica,
pois além de exigir arremessos precisos, para se obter sucesso em uma
pescaria, é fundamental conhecer bem seus hábitos e comportamentos que
variam de acordo com as condições climáticas. Um grande pescador de robalos
é um grande observador.
Espécies
Os robalos caracterizam-se por sua cor prata-acinzentada e ventre
esbranquiçado e, mais ainda, pela listra negra do focinho ao rabo, seu corpo
é alongado e comprido com perfil dorsal acentuado, os dentes são pequenos e
o pré-operculo com margem serreada.
As duas espécies mais comuns que encontramos são:
Robalo Peva - Centropomus enciferus - que atinge 55 cm de comprimento e até
6 kg de peso, com um Mínimo de 35 cm para captura.(tamanho mínimo: 35cm)

Robalo Flecha - Centropomus undecimales - que atinge mais de um metro de
comprimento e mais de 20 kg de peso, não devendo ser capturado com menos de
45 cm de comprimento para não prejudicar a reprodução e criação da
espécie.(tamanho mínimo: 45cm)

Local de pesca
Podemos encontrar o robalo em praticamente todo litoral brasileiro, podemos
pescá-lo na praia(pesca de praia), em canais e no mangue
Marés
A pesca do robalo é bastante influenciada pelo comportamento das marés, as
melhores luas são a minguante e a crescente. O robalo torna-se extremamente
ativo quando a maré está correndo (principalmente no início da vazante). A
maré ideal é aquela que corre quase o dia inteiro,bem devagar.
Algumas considerações: o robalo é um predador astuto, e como tal,
preferencialmente caça quando as condições lhe favorecem. Quando a maré está
parada ele dificilmente sairá da estrutura para caçar, quando a maré está
correndo (aumento do número de presas fácil) ele se torna mais ativo.
Marés com grandes variações -> água correndo muito rápido -> água
suja(levanta muita sujeira) -> dificuldade para trabalhar a isca perto da
estrutura -> o peixe entra "dentro" do mangue ficando fora do alcance do
pescador.
Marés com baixas variações - > o peixe fica inativo.
Estruturas
Os tipos de estruturas que o robalo costuma frequentar são as galhadas,
pedras e troncos submersos, lajes, pilares de pontes, curvas (bicos) dos
canais em geral.
Equipamento e iscas artificiais
Varas de ação rápida de 5,2 à 5,6 pés.
Linhas de 12 à 17lbs (com líder de 1-1,5m de fluorcarbono transparente).
Carretilha
Iscas artificiais
o robalo pode ser pescado com iscas de superfície, meia-água e fundo. O tipo
de isca mais indicado e a cor dependerão dos fatores climáticos.
Algumas sugestões de iscas: sticks em geral, sputinick (93mr), zaras em
geral(Miss Carna pequena), 44mr, 7mr, 7m, 28mr, bombers (13A-17A), cultiva
suspending, camarão DOA, jigs do tipo peninha, grubs, plugs de meia água em
geral, rapala Shad Rap, Maria the First.
Algumas cores: transparente, branco/vermelho, branco/verde limão, rosa,
verde limão, laranja.
* Como em toda pescaria de iscas artificiais o uso do snap (grampo) é
fundamental para agilizar a troca de iscas artificiais.
Fly
Varas de ação rápida nr. 6 à 8 com linhas compatíveis do tipo WFF
Moscas: streamers, imitações de camarão e poppers

Streamers: São iscas que procuram imitar, pequenos peixinhos, que nadam
distraidamente sob a superfície e que representam um verdadeiro banquete, a
todo peixe predador que estiver nas imediações. É a isca mais utilizada para
a pesca aqui no Brasil. Essa é uma isca que deve ser trabalhada, em qualquer
que seja a situação. Em locais onde haja correnteza como, pequenos ribeirões
e rios, trabalhe de preferência a favor da mesma dando pequenos toques sem
recolher a isca, agora, em locais sem correnteza, devem ser trabalhadas com
pequenos puxões na linha. Neste caso é importante testar diferentes,
velocidades de recolhimento, como a quantidade de linha, recuperada a cada
toque
Poppers e Bugs: São iscas que imitam pequenos peixinhos se alimentando à
superfície, bem como pequenos batráquios e roedores. Estas iscas devem ser
trabalhadas, e quando recolhidas se caracterizam por produzir um ruído na
superfície que atraem a atenção de qualquer peixe que estiver nas
proximidades. Essas iscas devem ser trabalhadas com pequenos toques, que
podem ser seguidos ou não, de um intervalo entre um recolhimento e outro, o
importante é testar estas diferentes ações
Técnicas e dicas de pesca:
- Procure manter sempre uma boa distância do pesqueiro (estrutura de pesca),
de 10m à 15m.
- Pinche o mais perto possível da estrutura, se der, pinche dentro da
estrutura.
- Aproxime-se lentamente do pesqueiro com o motor elétrico e evite fazer
barulho.
- Se estiver pescando com alguém, variem o tipo de isca/cor até conseguir
identificar a isca que está dando mais resultado. (ex. se seu parceiro está
pescando com isca de superfície use um plug de meia água.)
- Pesque de preferência a favor da maré, use a maré para levar a isca mais
próximo da estrutura.
- Geralmente o melhor trabalho das iscas artificiais para o robalo é bem
lento, com toques curtos e paradinhas
A HORA DA MARÉ MORTA
O robalo é uma espécie que
se torna mais ativa no movimento das marés, quando sai em busca de alimento.
Por esse motivo, pescar em locais onde existe movimentos mais intensos das
águas, durante as marés de lua de quarto, costuma ser muito mais produtivo.
A maré morta, conhecida também como maré louca, é aquela em que praticamente
não existe variação no nível da água, correndo hora para um lado, hora para
o outro. Isto acontece logo antes, durante ou logo depois do dia da mudança
de lua crescente ou minguante.
Pescar Robalos nessas
condições é um tanto limitado, pois eles costumam ficar inativos. No entanto,
não vale a pena desistir. Veja algumas alternativas de locais para pescar o
robalo quando a maré morrer.
Rios longos
Os rios de maior extensão,
normalmente, possuem um volume maior de água. Desse modo, a água pode vazar
o tempo todo, durante a maré morta, criando um movimento de água
interessante para pescar. Nestas condições os melhores locais para a pesca
são os tradicionais, com estruturas formadas por galhadas, pedras e
pilastras de ponte, por exemplo.
Baías
As baías são locais que
geralmente recebem águas de vários rios. Nesse caso, a variação do nível
d’água se dá no interior da baía, em função dos diferentes fluxos de água.
Dentro das baías, os pontos mais produtivos ficam próximos a ilhas e a
parcéis (pedras) submersos.
Ilhas
Sem levar em conta o tamanho
ou tipo de formação de uma ilha de mangue, evite os pontos que ficam de
frente para o mar. Procure explorar sempre as laterais, onde existe os
movimento das águas. Os pontos mais produtivos costumam ficar nas cabeceiras
das ilhas, onde a força d’água (ou a correnteza da maré suave e lenta da lua
de quarto) bate diretamente, lugar onde os Robalos caçam.
Parcéis
São estruturas formadas por
pedras submersas. Neste tipo de local, a pesca do Robalo costuma ser menos
produtiva quanto maior a profundidade. No entanto, em parcéis mais profundos,
o pescador pode ter a agradável surpresa de capturar Garoupas, Badejos,
Caranhas e outras espécies que habitam este tipo de estrutura.
Piers
São estruturas construídas
para atracar barcos. Nesses pontos, uma conjunção de dois fatores favorece a
concentracão de peixes. As colunas que dão sustentação ao píer formam uma
casca de cracas, oferecendo proteção aos pequenos peixes, camarões e
caranguejos que servem de alimentos para os Robalos. Além disso, a própria
sombra formada pela plataforma ajuda a atrair os peixes. Procure pescar
sempre nos pontos onde a água corre com suavidade.
Canais
Como as baías, os canais
também recebem águas de vários rios. Geralmente localizados paralelamente ao
mar, sua extensão pode ser quilométrica, com várias barras. Por este motivo,
antes de pescar convém consultar a tábua de marés do ponto mais próximo. A
maré morta nas luas de quarto é a mais indicada para realizar uma boa
pescaria nessas regiões, já que as marés maiores praticamente inviabilizam a
pesca, principalmente com iscas artificiais.
Olho vivo
Durante as marés da lua de
quarto, o processo de decantação tende a tornar as águas mais transparentes.
Por isso, alguns cuidados devem ser tomados.Quando os peixes percebem que a
sua isca artificial é falsa – o que chamamos de peixe fajutado – mude para
uma isca de ação diferente e, se possível, amortize a queda da isca na
água na hora do arremesso. Quando o peixe estiver rebojando na isca
bruscamente, arremessar próximo à isca do parceiro e cruzar as linhas são
atos que devem ser evitados. O arremesso, nessa situação, deve ser mais
longo e o trabalho da isca, mais lento. Muitas vezes, o Robalo vem atacando
a isca e acaba sendo fisgado bem próximo do barco.
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ISCAS QUE COSTUMAM FUNCIONAR |
SPUTNICK - Deve-se trabalhar dando toques vigorosos com a ponta da vara
fazendo com que ela afunde e suba, afunde e suba. Este trabalho e o
barulho que ela faz são muito atraentes para os Robalos.
STICK - Isca de superfície com chumbo na
extremidade inferior, deve-se trabalhar bem lento dando toques suaves e
alternados. Isca provocante pode despertar até aqueles Robalos que estão
mais ao fundo.
ISCAS DE BARBELA - Use as que flutuem.
Deve-se dar toques vigorosos com a ponta da vara, trabalhando na
superfície. Quando o Robalo estiver manhoso, dê toques seguidos,
afundando a isca, facilitando ao Robalo pegá-la.
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